A ética da melancia
DESAFIANDO O ASSASSINO (Mr. Majestyk, 1974), de Richard Fleischer
Quase todo grande diretor americano que trabalhou ali entre a década de 1950 e 1970 chega naquele momento indispensável da carreira em que trabalha com Charles Bronson. Para Fleischer, esse momento chegou no seu trigésimo sexto filme, em 1974, MR. MAJESTYK.
Outros diretores passaram por esse ritual quando Bronson ainda era coadjuvante, fazendo papel de indígena em faroestes. Fleischer consegue Bronson em pleno auge de seu estrelato. Embora já fosse um rosto familiar e um grande astro na Europa, foi apenas na década de 1970 que Bronson se tornou uma presença significativa nas bilheterias americanas. Seus filmes desse período permanecem entre os melhores de sua carreira, incluindo uma série particular de trabalhos com o diretor britânico Michael Winner, que consolidou sua persona de action hero, vigilante e o senso de honra associado a ele. Entre esses filmes (que incluem o sucesso decisivo DESEJO DE MATAR), Bronson participou de diversos projetos menores, que nem sempre são tão lembrados, alguns até explorando com eficácia seu alcance como ator dramático, outros apenas capitalizando sua imagem já estabelecida de durão.
Foi nesse contexto que Bronson realizou MR. MAJESTYK.



